{"id":1484,"date":"2023-12-15T09:19:35","date_gmt":"2023-12-15T09:19:35","guid":{"rendered":"https:\/\/revisaonews.com.br\/?p=1484"},"modified":"2023-12-15T09:20:28","modified_gmt":"2023-12-15T09:20:28","slug":"1484","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revisaonews.com.br\/?p=1484","title":{"rendered":"M\u00e9dico \u00e9 agredido por marido de paciente que morreu"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"774\" height=\"511\" src=\"https:\/\/revisaonews.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/image-54.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1485\" srcset=\"https:\/\/revisaonews.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/image-54.png 774w, https:\/\/revisaonews.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/image-54-300x198.png 300w, https:\/\/revisaonews.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/image-54-768x507.png 768w\" sizes=\"(max-width: 774px) 100vw, 774px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Um m\u00e9dico de 25 anos foi agredido pelo marido de uma paciente que morreu em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em \u00c1guas Linda de Goi\u00e1s (GO). A defesa do homem acusado de agress\u00e3o alega que o m\u00e9dico teria mandado a mulher &#8220;calar a boca&#8221;, e que houve neglig\u00eancia por parte do profissional. A pol\u00edcia e o Conselho de Medicina do estado apuram o caso.&nbsp;<br>A agress\u00e3o contra Pablo Henrique aconteceu na \u00faltima segunda-feira, 11, na UPA de Mans\u00f5es Odisseias. O atendimento da esposa de Jhader de Melo Montalvao, Nathali Haydee, de 36, come\u00e7ou dias antes.<br>A paciente foi at\u00e9 a unidade no dia 6 com sintomas de dengue, em que&nbsp;fez os exames que atestaram negativo para a doen\u00e7a. Ela recebeu alta, mas, no dia seguinte, voltou \u00e0 UPA para repetir&nbsp;o exame, que apresentou o mesmo resultado negativo.<\/p>\n\n\n\n<p>O que diz o m\u00e9dico agredido<br>J\u00e1 na segunda-feira, ela foi at\u00e9 a UPA novamente. Ao Terra, o m\u00e9dico contou que na triagem ela foi avaliada&nbsp;como paciente menos grave, e encaminhada para a Ala Verde, onde estava atendendo. Nathali entrou no consult\u00f3rio, relatou o que sentia, e o profissional afirmou que passou dois soros para hidrata\u00e7\u00e3o, pois esse \u00e9 o protocolo preconizado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Essa \u00e9 a base do tratamento. Vemos se melhorou ou n\u00e3o, e ent\u00e3o repetimos essa etapa&#8221;, explica.<br>Segundo o m\u00e9dico, durante o atendimento, ele foi chamado algumas vezes por Jhader, e fez um novo exame cl\u00ednico sobre Nathali.<br>&#8220;Perguntei para ela como estava a dor, e ela disse que tinha melhorado um pouco. Falei que era para esperar um tempo, at\u00e9 terminar o soro&#8221;, explica.<br>Em dado momento, o acompanhante levou a paciente at\u00e9 a sua sala, onde estava atendendo outro caso. O m\u00e9dico, ent\u00e3o, percebeu que havia sangue no ch\u00e3o, devido ao acesso venoso que havia sa\u00eddo do bra\u00e7o, e que a mulher chutava a parede.&nbsp;<br>F\u00e1bio Cavalcanti, advogado que representa Jhader, alega que o m\u00e9dico teria dito para ela parar de bater, parar de ficar gritando, que &#8220;aquilo ali n\u00e3o era para tanto&#8221;. Ele afirma&nbsp;que o profissional a mandou &#8220;calar a boca&#8221;. A vers\u00e3o \u00e9 contestada por Pablo.<br>&#8220;Eu n\u00e3o briguei com ela. Perguntei como ela estava se sentindo, justamente para saber se ela estava desorientada, se era por isso que estava se debatendo. Ela me respondeu que a dor persistia. Eu disse que acreditava que estava sentindo dor, j\u00e1 para direcionar essa postura de ela parar de chutar e esmurrar a parede. Expliquei que n\u00e3o fiz uma nova medica\u00e7\u00e3o antes, pois devia esperar a primeira acabar. Em momento nenhum disse para ela calar a boca. Pedi para o acompanhante colocar ela na cadeira de rodas novamente e lev\u00e1-la at\u00e9 a sala onde receberia outro soro. Ela come\u00e7ou a escorregar, ele estava sozinho carregando ela, e eu disse: &#8216;N\u00e3o precisa disso&#8217;. Ele saiu calmo com ela, a levou at\u00e9 a sala de atendimento&#8221;, detalha.&nbsp;<br>Pablo conta ainda&nbsp;que, quando viu que Nathali n\u00e3o estava respondendo ao tratamento, foi at\u00e9 a Ala Vermelha, e combinou com o m\u00e9dico a transfer\u00eancia dela.<br>&#8220;Foi o \u00faltimo contato que eu tive com ela. Ela foi avaliada para outra colega, e quando teve a parada, estava com outro colega&#8221;, diz.&nbsp;<br>Um tempo depois de Jhader ser comunicado da morte da mulher, por volta das 16h, ele foi at\u00e9 a sala do m\u00e9dico, e o agrediu com v\u00e1rios socos. O paciente que ele atendia no momento foi quem separou os dois.&nbsp;<br>&#8220;Em nenhum momento eu debochei do que ela estava sentindo, ao contr\u00e1rio do que foi dito. Eu n\u00e3o mandei ela &#8216;calar a boca&#8217;. Um ato negligente seria mandar para a casa, mas n\u00e3o foi isso que eu fiz. A gente trata os pacientes de acordo com o que \u00e9 preconizado, e com respeito. Nada justifica voc\u00ea tratar o luto desta forma. Totalmente incompat\u00edvel com a raz\u00e3o&#8221;, desabafa.&nbsp;<br>Em nota, a Pol\u00edcia Civil confirmou o caso e esclareceu que foi registrado um termo circunstanciado por les\u00e3o corporal dolosa contra Jhader. Um suposto homic\u00eddio culposo por parte do m\u00e9dico est\u00e1 sendo investigado pelo 1\u00aa&nbsp;DP de \u00c1guas Lindas.<br>O que diz a defesa de Jhader<br>F\u00e1bio Cavalcanti afirma que Nathali passou por novo atendimento na segunda-feira, no qual foi realizado mais um exame de sangue, que constatou um n\u00famero baixo de plaquetas, e foram passados dois soros. Jhader teria procurado o m\u00e9dico para informar que a mulher estava &#8220;p\u00e1lida&#8221;&nbsp;e &#8220;gelada&#8221;, e pediu que o profissional fizesse algo.&nbsp;<br>Eles discutiram outras vezes durante o atendimento, at\u00e9 que a mulher come\u00e7ou a ter convuls\u00f5es, quando foi levada para o setor de casos graves, e, pouco depois, Jhader foi informado que sua companheira havia morrida.&nbsp;<br>&#8220;Chegou com a esposa com sinal simples de dengue, com dores, mas n\u00e3o tamanha dor, e saiu com a esposa morta&#8221;, afirma Cavalcanti.<br>Em seguida, Jhader encontrou Pablo e o agrediu.<br>&#8220;O Jhader disse que veio aquela raiva, aquele \u00f3dio de ter visto o m\u00e9dico mandando ela &#8216;calar a boca&#8217;, para &#8216;parar de se bater&#8217;, que &#8216;n\u00e3o era para tanto&#8217;. Ele perdeu a cabe\u00e7a, sabe que n\u00e3o deveria ter feito isso, mas que foi uma atitude incontrol\u00e1vel. Ele se arrepende do acontecido, mas infelizmente a esposa dele n\u00e3o est\u00e1 aqui para poder falar alguma coisa a mais&#8221;, finaliza a defesa.&nbsp;<br>Cremego repudia viol\u00eancia<br>O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goi\u00e1s (Cremego) emitiu uma nota repudiando a viol\u00eancia contra Pablo Henrique de Ara\u00fajo Leal. De acordo com o \u00f3rg\u00e3o, o atendimento m\u00e9dico que culminou na agress\u00e3o ser\u00e1 apurado.<br>&#8220;Mas nada justifica a viol\u00eancia registrada. Infelizmente, esse epis\u00f3dio inadmiss\u00edvel e repugnante contra m\u00e9dicos tem se tornado comum e medidas urgentes precisam ser implementadas para garantir a seguran\u00e7a de quem trabalha salvando vidas. A agress\u00e3o sofrida pelo m\u00e9dico n\u00e3o representa apenas um atentado \u00e0 integridade f\u00edsica e moral de um indiv\u00edduo, mas \u00e9 uma afronta a toda a classe m\u00e9dica e ao sistema de sa\u00fade goiano&#8221;, afirmou o Cremego.&nbsp;<br>O \u00f3rg\u00e3o ainda pediu que as autoridades competentes proporcionem condi\u00e7\u00f5es dignas de trabalho e seguran\u00e7a aos m\u00e9dicos e a todos os profissionais de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte Terra<\/p>\n\n\n\n<p>Foto: Arquivo pessoal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um m\u00e9dico de 25 anos foi agredido pelo marido de uma paciente que morreu em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em \u00c1guas Linda de Goi\u00e1s (GO). A defesa do homem acusado de agress\u00e3o alega que o m\u00e9dico teria mandado a mulher &#8220;calar a boca&#8221;, e que houve neglig\u00eancia por parte do profissional. 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