{"id":4297,"date":"2024-06-21T23:46:08","date_gmt":"2024-06-21T23:46:08","guid":{"rendered":"https:\/\/revisaonews.com.br\/?p=4297"},"modified":"2024-06-21T23:46:09","modified_gmt":"2024-06-21T23:46:09","slug":"tratar-doenca-mental-reduz-o-risco-de-visitas-em-hospital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revisaonews.com.br\/?p=4297","title":{"rendered":"Tratar doen\u00e7a mental reduz o risco de visitas em hospital"},"content":{"rendered":"\n<p>Tratar a ansiedade e a depress\u00e3o diminui a necessidade de visitas ao hospital e interna\u00e7\u00f5es em pacientes com doen\u00e7as cardiovasculares, mostra um novo estudo publicado no Journal of the American Heart Association. Segundo os autores, vinculados \u00e0 Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, embora haja muitas pesquisas sobre o tema, ainda existem poucas evid\u00eancias de que cuidar da sa\u00fade mental possa, de fato, causar mudan\u00e7as no desfecho desses pacientes.<br>Para analisar essa rela\u00e7\u00e3o, o trabalho avaliou 1.563 adultos com idades entre 21 e 64 anos, participantes do programa Medicaid de Ohio, que foram acompanhados ao longo de tr\u00eas anos. Todos haviam passado por uma hospitaliza\u00e7\u00e3o em decorr\u00eancia de obstru\u00e7\u00f5es nas art\u00e9rias ou de insufici\u00eancia card\u00edaca. Cerca de 92% haviam sido diagnosticados com ansiedade e 55,5%, com depress\u00e3o.<br>Ao fim do per\u00edodo, os resultados mostraram que aqueles que passaram por um tratamento com psicoterapia associado ao uso de medicamentos tiveram um risco entre 68% e 75% menor de ficar internado novamente, al\u00e9m de uma queda de at\u00e9 74% no risco de passar pelo pronto-socorro outra vez. A probabilidade de morrer por qualquer causa caiu 67%. O impacto foi de cerca de 50% para aqueles que fizeram somente o acompanhamento psicoter\u00e1pico ou apenas tomaram rem\u00e9dios.<br>\u201cA sa\u00fade mental e a do cora\u00e7\u00e3o est\u00e3o intimamente conectadas\u201d, diz o cardiologista Humberto Graner, do Hospital Israelita Albert Einstein de Goi\u00e2nia. Segundo o especialista, a rela\u00e7\u00e3o entre esses transtornos e os desfechos cl\u00ednicos em doen\u00e7as cardiovasculares tem sido o foco de v\u00e1rios estudos ao longo dos anos e j\u00e1 est\u00e1 bem estabelecida.<br>\u201cEla pode ser explicada de v\u00e1rias maneiras. Quando estamos estressados, ansiosos ou deprimidos, nosso corpo reage como se estivesse enfrentando uma amea\u00e7a, o que \u00e9 conhecido como \u2018resposta ao estresse\u2019. Nessa situa\u00e7\u00e3o, h\u00e1 a libera\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios, como o cortisol e a adrenalina, que aumentam a press\u00e3o arterial e a frequ\u00eancia card\u00edaca, o que pode sobrecarregar o organismo a longo prazo\u201d, explica.<br>\u201cAl\u00e9m disso, o estresse cr\u00f4nico e a depress\u00e3o podem causar inflama\u00e7\u00e3o, que \u00e9 uma resposta natural a les\u00f5es e infec\u00e7\u00f5es. Mas, quando se torna constante, a inflama\u00e7\u00e3o pode danificar os vasos sangu\u00edneos e levar \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de placas que bloqueiam as art\u00e9rias, aumentando o risco de ataques card\u00edacos e derrames.\u201d<br>Graner lembra ainda que h\u00e1 o fator \u201cestilo de vida\u201d, j\u00e1 que esses pacientes muitas vezes t\u00eam mais dificuldade em manter h\u00e1bitos saud\u00e1veis. \u201cPodem ter menos energia para se exercitar, fumar mais e fazer escolhas alimentares menos saud\u00e1veis. Todos esses fatores aumentam o risco de doen\u00e7as card\u00edacas.\u201d<br>Segundo os autores do estudo, os resultados devem servir para refor\u00e7ar a necessidade de rastrear problemas de sa\u00fade mental nesses pacientes e promover interven\u00e7\u00f5es para reduzir o risco de complica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte CNN Brasil<\/p>\n\n\n\n<p>Portra Images\/GettyImages<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tratar a ansiedade e a depress\u00e3o diminui a necessidade de visitas ao hospital e interna\u00e7\u00f5es em pacientes com doen\u00e7as cardiovasculares, mostra um novo estudo publicado no Journal of the American Heart Association. 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